Arquivo do mês: maio 2011

Procurando voos com o Google [dica]

O Google adicionou ao seu repertório mais um recurso de buscas interessante. Como explica o seu blog de buscas, agora é possível procurar por voos diretamente pela search engine. A pesquisa em português está habilitada também. Colocando “voos (ou flights) POA são paulo”, os resultados vêm assim:

Vêm destacados o número de voos por dia, a duração média e as companhias aéreas que os operam. Após, vem a lista de trechos, com o número de voo e em que dias da semana ocorre. No exemplo acima, procurei para São Paulo em qualquer aeroporto, mas é possível buscar tanto pelo nome da cidade quanto pelo código de três letras do próprio aeroporto (POA, GRU, e por aí vai). Também dá para procurar por todos os voos que partem ou vão para determinada cidade. Aí, é só colocar “voos para Brasília”, ou “voos de Brasília”.

É importante ressaltar que não é possível comprar as passagens pela ferramenta de busca, apenas identificar os voos e suas operadoras. Da mesma forma, só aparecem ali trechos diretos, ou seja, é mais difícil de encontrar voos para lugares mais distantes, já que costumam ter escalas e conexões. Mesmo assim é de grande utilidade, principalmente em viagens urgentes ou quando é necessária uma busca rápida por opções de voos. Além do português, a busca está disponível em inglês, francês, italiano, alemão, espanhol, holandês, polandês, russo, turco, e catalão.

Para a experiência melhorar ainda mais, seria interessante se o Google acoplasse a essa busca também um sistema para rastrear voos e identificar seus status (atrasado, em decolagem etc.), o que já é feito por diversos sites e aplicativos. Como diz no post, a empresa pretende continuar na área de buscas para viagens, então esta é uma possível melhora a ser adicionada no futuro.

Enquanto isso, podemos usar o Fligh Stats, que também está disponível para iOS e Android, ou os aplicativos Kaiak e o da Infraero (que, quando tentei utilizá-lo, deu bug).

Anúncios

O computador que é a Internet

Uma janela para o ciberespaço. Foi assim que o New York Times definiu o primeiro navegador de Internet a utilizar recursos gráficos, o Mosaic. E é este conceito que a Google resolveu levar ao extremo com o seu último lançamento, o Chromebook. A versão pronta para venda, feita pela Samsung, foi anunciada no Google I/O, a conferência anual da empresa para desenvolvedores (aqui tem o keynote completo desse dia de apresentações). Também foi revelado o modelo fabricado pela Acer. Eles chegam às lojas nos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Holanda, Itália e Espanha no dia 15 de junho, com preços entre US$ 349 e US$ 499. Há também a opção de alugá-lo por US$ 28 para usuários corporativos e US$ 20 para escolas e instituições de ensino.

O vídeo de apresentação do Chromebook é a melhor forma de entender sua proposta.

Se trata de um netbook com, nada mais nada menos, do que o navegador já bem conhecido, o Chrome, otimizado para trabalhar como um sistema operacional. O resultado é impressionante em sua simplicidade. Os programas são obtidos através da Chrome Web Store. Arquivos de drives externos abrem-se no próprio navegador. O papel de parede, um dos elementos mais próximos dos usuários, não existe, como brinca o vídeo. Tudo passa pela tela do navegador.

As configurações são boas para um netbook. O modelo da Samsung traz um processador Intel Atom Dual core N570 de 1.66GHz, web cam HD de um megapixel, tela de 12.1 polegadas, leitor de cartões de dados, conectividade 3G opcional e tela de 1280 x 800. Sem programas e muitos dados para iniciar, ele possui um HD de 16gb, e leva velozes oito segundos para iniciar completamente. Como diz o vídeo, em oito segundos, você está na Web.

O Chrome OS não é novidade. Baseado em Linux, ele foi anunciado em julho de 2009. Desde então, foi sendo melhorado, passou por Beta testers e teve sua versão estável anunciada em dezembro último. De certa forma, ele lembra a proposta do iOS, da Apple, se pensarmos que aposta largamente em conteúdo da Internet para deixar os aplicativos mais dinâmicos e (principalmente) leves, e que utiliza apenas um canal para obter estes aplicativos.

Embora muito aguardado, o sistema suscita dúvidas. Em um momento de difusão dos tablets e de crescimento para o sistema Android, que futuro terão os netbooks? O Google saberá evitar o conflito entre os dois sistemas operacionais?

Como funciona exclusivamente através da Internet, o Chromebook depende de conexão à rede para ser utilizável. Apesar de já serem bem mais comuns, os pontos de wifi gratuitos não estão distribuidas da forma ideal. Às vezes, é preciso penar para conseguir uma conexão pública. Neste sentido, ele perde muito de seu uso. Aí, a conectividade 3G ajuda bastante, apesar de que os planos ainda são um pouco caros.

A aposta do Chrome OS é ousada. Ele coloca todas as suas fichas nos dados que todos colocamos na Internet (na tão falada nuvem). Nesta formatação, não parece pretender ser o computador único de um usuário, mas mais um equipamento para acesso à Internet. Para viagens à negócios, por exemplo, ele parece ideal. Para pequenas empresas que precisam lidar de forma rápida com uma quantidade não tão grande de dados, também.

A frase principal do vídeo de apresentação é “Me pergunto se as pessoas estão prontas para isto”. Em um primeiro momento, talvez não estejam. Ainda mais com mais um player no mercado de sistemas operacionais, e móveis. O sucesso do Chrome OS depende de preços baixos, da difusão de pontos wireless e de que os usuários certos tenham acesso a ele.


Banca de revistas digital

A Condé Nast, uma das maiores editoras de revistas dos Estados Unidos, anunciou hoje que a The New Yorker, uma das publicações jornalísticas mais respeitadas do mundo, passará a ter assinatura via iPad.

O valor da inscrição é de US$5,99/mês (4 edições) ou US$59,99/ano, com acesso liberado também para a versão Web da revista. A Condé Nast anunciou também que no final de maio estarão disponíveis as assinaturas de mais sete revistas através da App Store, entre elas a Wired e a Vanity Fair. Os valores dessas últimas serão de US$1.99 por mês ou US$19.99 por ano.

Ao lançar o sistema de assinaturas através de sua loja de aplicativos, no início do ano, a Apple passou por algumas discussões com as editoras, insatisfeitas com os termos propostos. Ela ainda tem que lidar com a concorrência do sistema de inscrições do Google (discuto os dois assuntos aqui). Apenas recentemente as empresas e a Apple entraram em acordo, embora não tenham sido divulgados mais detalhes.

Com a entrada de mais players no setor da distribuição de revistas digitais, o iPad se transforma ainda mais em banca de revistas virtual. Assim, ele compete de forma mais incisiva contra o Nook Color, e-reader da livraria norte-americana Barnes & Noble, que possui como um dos principais diferenciais a gama de revistas disponível.

A Condé Nast se junta à Hearst e à Time Inc., que também investiram nas assinaturas através do iPad. A The New Yorker, a Wired e a Vanity Fair já estavam disponíveis para o tablet, mas o que melhora com o sistema é a facilidade e o preço. Para quem mora no Brasil, por exemplo, ter acesso a revistas estrangeiras com simplicidade e a um valor bem acessível é maravilhoso. No caso da Wired, o custo de uma edição em banca aqui gira em torno dos R$ 30,00, enquanto pode ser adquirida por menos de R$ 8,00 através do aplicativo, e, com o novo sistema de assinaturas, por menos de R$ 4,00. Considerando o custo da maioria das revistas comuns no Brasil (em torno de R$ 10,00), é um valor extremamente agradável.

Ainda existem detalhes a serem resolvidos. O download de publicações é demorado, e, por exemplo, o aplicativo da National Geographic para iPad não está aberto para App Store brasileira, mas a assinatura pelo PC está disponível para o País. Mesmo assim, o cenário das publicações digitais se torna mais otimista do que nunca.

P.S.: Na Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, os estudantes da disciplina de Jornalismo Online 2 desenvolveram uma publicação para iPad, com textos e vídeos sobre o futuro das linguagens multimídia. Ela está disponível tanto para iPad quanto em PDF aqui.


Um dia das mães do Google

Para comemorar o dia das mães, o Google postou em seu blog várias dicas de uso de seus inúmeros serviços. A Webmaster Manager e “mãe orgulhosa” de dois filhos Cathy Cheng, autora das sugestões, conta que como tem que avaliar e testar constantemente os produtos da empresa tanto no trabalho quanto em casa acabou agregando-os a sua vida naturalmente.

São três categorias para ajudar as mães digitais: Capturar e compartilhar memórias, Comunicação e entretenimento e Organização e planejamento. Estão todas lá no post, mas separei as três que achei mais interessantes, uma de cada categoria, respectivamente:

  • Colocar fotos de festas ou viagens em um só lugar, através de um álbum online colaborativo da família.
  • Receber ajuda das crianças para criar um cartão em vídeo ou um desenho com os recursos do YouTube
  • Planejar uma viagem em família através de um documento compartilhado ou site, com propostas de datas e atividades. Usar a versão mobile do Google Maps para encontrar a parada mais próxima em viagens, além de observar como está o trânsito (este último ainda em poucas cidades, infelizmente).

Algumas mães não são muito ligadas em tecnologia, mas alguns exemplos legais e simples assim podem ajudar e tornar mais divertidas e fáceis várias tarefas familiares.

O post do Google também é uma forma de observar o quão ubíqua é a presença da empresa e seus serviços entre nós. São poucas as áreas da Internet em que a companhia ainda não tem uma atuação.

Ainda sobre o dia das mães, o Mashable fez uma lista de cartões digitais para presentear as mamães, além de outra com todos os Doodles comemorativos de dias das mães que a Google já fez.

Um feliz dia das mães a todos!


iPad (2) no Brasil (2)

Agora, os rumores deixaram um pouco de lado a “fábrica da Apple” no Brasil, e se direcionam para a chegada do iPad 2 no país (que já foi homologado pela Anatel). O último boato noticiado está sendo 27 de maio, mas já aí há divergências.

As fontes não são exatamente confiáveis. O Olhar Digital parece ter pego apenas informações de vendedores de shoppings, alguns deles com base no próprio sistema da loja. Eles se arriscam até a colocar o preço do tablet, R$ 1750,00 para o modelo de 16gb sem 3G, o mais simples, o que é R$ 100,00 mais caro do que o modelo anterior. Esperemos que esta informação seja equivocada, pois contraria um dos costumes mais interessantes da Apple na venda de seus produtos, o de que seus modelos novos surgem com preços iguais aos dos antecessores. Na China, o iPad 2 (recém lançado por lá) de 16gb sem 3G custa 3,688 yuans, 300 abaixo dos 3,988 yuans do anterior (quando do lançamento). Na França o mesmo modelo vale  €$ 489, dez euros mais barato que a versão mais velha. Nos Estados Unidos, o valor da primeira geração se repetiu. Por que a mudança no Brasil? Tendo em vista o valor do total do aparelho, R$ 100,oo não chegam a ser um valor enorme, mas é de se imaginar se o valor subiu pela tributação ou por lobby de revendedores, que conhecem o apelo do produto.

Já aí nota-se que mesmo que se confirme a tão falada fábrica da Foxconn, a redução no preço do tablet não deve ser significativa, mesmo com a intenção da presidente Dilma Rousseff de aliviar a tributação e popularizar tablets no Brasil.


Os rumores do iPad no Brasil

Já é noticiada como certa a futura fabricação de aparelhos da cultuada Apple no Brasil. Depois de muito tempo de expectativas e boatos, a presença da gigante Foxconn em uma nova fábrica foi confirmada por alguns veículos, ainda mais depois da recente visita da presidente Dilma à China. Nova fábrica pois a Foxconn já possui cinco empreendimento no País. A empresa taiwanesa desbancou até mesmo o império do bilionário Eike Batista, que tentou ele próprio estabelecer a montagem dos produtos da casa da maçã por aqui. Mas competir com quem já é responsável há anos por grande parte da produção da Apple não é fácil e, desta vez, não sobrou para ele. Ainda não é possível dar prazos e ainda há muito para se confirmar.

Muito tem se previsto com a vinda da fábrica ao Brasil. Este guia do Gizmodo, inclusive, ajuda a elucidar os fatos envolvidos no negócio.

Na verdade, o primeiro a se especificar é que não existirá “fábrica da Apple”. A Apple não tem fábricas, apenas montadoras de seus produtos. No caso, esta será a Foxconn, que é a mesma em que 17 trabalhadores se suicidaram em um ano. E nela serão montados apenas iPads, sem notícias de outros aparelhos em um primeiro momento.

O que mais tem se especulado é a questão do preço. Como seria montado aqui (as peças continuam vindo de fora), o custo diminuiria, e o reflexo para o consumidor seria enorme. Bom, existem diversos smartphones e mesmo computadores que são produzidos em território nacional e continuam sendo pouco acessíveis. Além do mais, a Apple gosta de cobrar preços altos para aumentar o status de seus produtos, como se sabe. Na prateleira, costumam ser os mais caros, até para diferenciá-los dos outros. Neste sentido, o iPad até é uma exceção. Alguns tablets, como o Xoom, da Motorola, são mais caros, e outros, como o Playbook, da RIM e o Iconia, da Acer, estão na mesma faixa de preço.

Um iPad de primeira geração de 32 GB sem conectividade 3G na Apple Store online chinesa custa 3.688 iuans, o que corresponde (em uma comparação seca) a R$ 893,97, bem mais agradáveis do que os R$ 1.699,00 do mesmo modelo na loja brasileira. No entanto, a situação tributária e industrial do país asiático é bem diversa da brasileira. Inclusive, a importação de chips e telas de LCD é complicada, e viria de longe. Para quem pensa que aqui seria o paraíso do iPad, note que a comparação é entre iPads de primeira geração, pois, assim como cá, lá a segunda geração do tablet ainda não chegou. O iPad 2 é montado na China, de onde zarpa para diversos outros países, mas ainda não tem data para ser vendido por lá.

Enfim, como sempre os boatos são muitos. Os últimos parecem promissores, mas deve-se ter cautela. Mesmo se a tão sonhada fábrica for montada, há muitos poréns, e o que se espera é que o preço para o consumidor não sofra uma queda acentuada. Sua vinda pode trazer não só estes descontos, mas chamar ainda mais a atenção para o pólo industrial brasileiro e movimentar muito positivamente a economia.


YouTube oferece treinamento a potenciais geradores de conteúdo

Com uma remodelação de imagem e objetivo, o YouTube  anunciou nesta segunda-feira os usuários selecionados para participar de seus dois novos programas para criadores de conteúdo: o YouTube Creator Institute e o YouTube NextUp. A iniciativa faz parte de um redirecionamento do YouTube, para aumentar o seu conteúdo original e sua competitividade.

Afinal, o maior site de vídeos do mundo (que completou seis anos em fevereiro e, ao que tudo indica, só começou a dar lucro recentemente à Google) precisa, além de se redirecionar, melhorar sua performance com vistas 1. ter mais a oferecer à plataforma Google TV, que anda um pouco apagada; 2. Ajudar a erguer a própria Google TV mesmo. Por outro lado, a concorrência com a Apple TV é grande. Quando as duas foram lançadas, Steve Jobs alfinetou o aparelho da Google, argumentando que as pessoas não querem sentar à TV para assistir a conteúdo amador, pobre tecnicamente, mas sim àquele material profissional, vindo de fontes conhecidas, essa sendo, segundo ele, a principal diferença entre os dois projetos. Ainda em março, em um esforço no mesmo sentido do que se observa agora, a Google comprou o estúdio Green Parrot Pictures e a produtora de webvídeos Next New Networks, com o objetivo de melhorar o conteúdo do YouTube.

Mas o foco dos projetos de hoje é treinar os usuários com maior potencial, de modo que possam povoar o site com vídeos de cunho diverso e com qualidade cada vez maior. Assim, mudam a imagem do YouTube, que não quer  ser visto como apenas um repositório de bobagens. O YouTube Creator Institute é “uma nova escola para criadores de conteúdo”. A empresa oferece um treinamento com tudo pago em uma instituição de referência global (há mais de uma nas opções) para quem demonstrar potencial.

Já o YouTube NextUp presenteia os ganhadores com US$ 35 mil, para financiar suas carreiras e projetos de conteúdo, além de participar de um encontro mundial em Nova York. Para o primeiro, foram escolhidas 20 pessoas, e para o segundo, 25.

Os vencedores estão listados no canal do Creator Programs. Com o espírito baseado na inovação e na pesquisa universitária, a Google sabe muito bem o valor da instrução e de incentivo para os jovens talentos.

Estas estratégias, aliadas a intensificação do uso do YouTube Live e dos canais premium elevam o YouTube a outro patamar na distribuição de vídeos. Realmente, ele pode ainda não gerar lucro, mas estende seus braços para todos os lados, e é um dos setores da Google que traz inovações mais rapidamente. A Google faz bem em investir pesado nele, que vem se fixando paulatinamente como player poderoso não apenas a nível de conteúdo individual, mas profissional, premium e de qualidade.


%d blogueiros gostam disto: