Os rumores do iPad no Brasil

Já é noticiada como certa a futura fabricação de aparelhos da cultuada Apple no Brasil. Depois de muito tempo de expectativas e boatos, a presença da gigante Foxconn em uma nova fábrica foi confirmada por alguns veículos, ainda mais depois da recente visita da presidente Dilma à China. Nova fábrica pois a Foxconn já possui cinco empreendimento no País. A empresa taiwanesa desbancou até mesmo o império do bilionário Eike Batista, que tentou ele próprio estabelecer a montagem dos produtos da casa da maçã por aqui. Mas competir com quem já é responsável há anos por grande parte da produção da Apple não é fácil e, desta vez, não sobrou para ele. Ainda não é possível dar prazos e ainda há muito para se confirmar.

Muito tem se previsto com a vinda da fábrica ao Brasil. Este guia do Gizmodo, inclusive, ajuda a elucidar os fatos envolvidos no negócio.

Na verdade, o primeiro a se especificar é que não existirá “fábrica da Apple”. A Apple não tem fábricas, apenas montadoras de seus produtos. No caso, esta será a Foxconn, que é a mesma em que 17 trabalhadores se suicidaram em um ano. E nela serão montados apenas iPads, sem notícias de outros aparelhos em um primeiro momento.

O que mais tem se especulado é a questão do preço. Como seria montado aqui (as peças continuam vindo de fora), o custo diminuiria, e o reflexo para o consumidor seria enorme. Bom, existem diversos smartphones e mesmo computadores que são produzidos em território nacional e continuam sendo pouco acessíveis. Além do mais, a Apple gosta de cobrar preços altos para aumentar o status de seus produtos, como se sabe. Na prateleira, costumam ser os mais caros, até para diferenciá-los dos outros. Neste sentido, o iPad até é uma exceção. Alguns tablets, como o Xoom, da Motorola, são mais caros, e outros, como o Playbook, da RIM e o Iconia, da Acer, estão na mesma faixa de preço.

Um iPad de primeira geração de 32 GB sem conectividade 3G na Apple Store online chinesa custa 3.688 iuans, o que corresponde (em uma comparação seca) a R$ 893,97, bem mais agradáveis do que os R$ 1.699,00 do mesmo modelo na loja brasileira. No entanto, a situação tributária e industrial do país asiático é bem diversa da brasileira. Inclusive, a importação de chips e telas de LCD é complicada, e viria de longe. Para quem pensa que aqui seria o paraíso do iPad, note que a comparação é entre iPads de primeira geração, pois, assim como cá, lá a segunda geração do tablet ainda não chegou. O iPad 2 é montado na China, de onde zarpa para diversos outros países, mas ainda não tem data para ser vendido por lá.

Enfim, como sempre os boatos são muitos. Os últimos parecem promissores, mas deve-se ter cautela. Mesmo se a tão sonhada fábrica for montada, há muitos poréns, e o que se espera é que o preço para o consumidor não sofra uma queda acentuada. Sua vinda pode trazer não só estes descontos, mas chamar ainda mais a atenção para o pólo industrial brasileiro e movimentar muito positivamente a economia.

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